União Europeia ou Rússia: entenda o que está acontecendo na Ucrânia

União Europeia ou Rússia: entenda o que está acontecendo na UcrâniaO grande confronto que se dá na Ucrânia atualmente tem contornos novos, mas está delineado sobre uma antiga linha de tensão. Alguns especulam que seria um embate entre o avanço e um possível retrocesso, mas o fato é que  o conflito começou quando, em 21 de novembro, o acordo de livre comércio,  que vinha sendo articulado  por aproximadamente seis anos e em vias de ser assinado, foi rompido, com a União Europeia. Em um primeiro momento, o  governo afirmou que estaria buscando estreitar relações com a Rússia, entretanto existem rumores de que houve uma forte pressão por parte da Rússia, que contou até com ameaças de corte de gás ao território ucraniano, com o intuito de que o acordo não fosse levado adiante.

Diante da grande reação popular que a desistência repentina do acordo causou, o presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, foi a público justificar essa decisão. Segundo suas próprias palavras, as regras da União Europeia seriam rígidas demais para que uma economia frágil como a da Ucrânia, que ainda caminha a pequenos passos, suportasse. Em uma tentativa de contrapartida para a população, provavelmente com o intuito de conter as grandes mobilizações,  o presidente afirmou ainda, que a pesar dessa reviravolta político-econômica, o governo tomará medidas firmes para que a qualidade de vida dos ucranianos esteja mais próxima da europeia.

União Europeia ou Rússia: entenda o que está acontecendo na UcrâniaO governo Ucraniano não tira completamente a retomada da negociação de seu horizonte de possibilidades. Apresenta, porém, uma postura mais cética ao bloco. Não se sabe se  por soberania ou talvez para convencer os manifestantes de sua boa intenção, mas uma das condições para que a negociação seja retomada  é que a União Europeia, em sinal de sua boa vontade, suspenda imediatamente a restrição à entrada de viajantes ucranianos nos países desse bloco.

As manifestações que começaram como exposição de um posicionamento favorável ao acordo com a União Europeia, já falam hoje em deposição  do presidente. Manifestantes reafirmam uma identidade europeia na qual pautam a necessidade de se alinhar com esse bloco.

A repressão aos manifestantes foi bastante forte, e estes criaram até um quartel general de onde organizam as bases de uma greve geral no país. Os governantes tendem a ver a sombra de um golpe de Estado no país, enquanto isso, milhares de manifestantes ocupam os prédios públicos e a principal praça de Kiev, capital da Ucrânia, na tentativa de fazer valer sua voz e sua decisão.