Como Lidar com Pais Idosos

Como Lidar com Pais Idosos

Poucas mudanças na vida são tão difíceis de lidar como o envelhecimento de nossos pais. As pessoas que costumavam nos alimentar e vestir, tomavam decisões por nós e nos protegiam do perigo, do dia para noite, parecem ter se tornado nossos filhos; muitas vezes, dependentes financeiramente, fracos fisicamente e, por vezes, incapazes de decidir o que é melhor para para eles mesmos. É por isso que é muito importante saber como lidar com pais idosos.

Muitas vezes, os filhos não são capazes de aceitar esta inversão gradual dos antigos caminhos sem medo e resistência, especialmente quando chega a hora da família reconhecer que um pai idoso não pode mais viver sem algum tipo de ajuda. Como resultado, muitas vezes não são tomadas as melhores decisões quando esse pai idoso torna-se viúvo, enfermo ou quando falta dinheiro.

Os sentimentos ligados as ações têm a ver tanto com a culpa quanto com o amor, o medo, bem como a compreensão, as rivalidades entre irmãos, hostilidade, ressentimento, o dever, a afeição, a necessidade de aprovação – um emaranhado de toda a história da família e relacionamentos.

Alguns filhos exageram, sufocando seus pais idosos em uma manta de proteção, roubando-lhes a autoestima e a independência. De todas as indignidades da velhice, a perda do controle sobre a própria vida pode ser o fato mais doloroso. Outros filhos cometem o erro oposto, permanecem ausentes, pensando que seus pais não precisam de nenhum tipo de ajuda. Essa reação deixa-os abandonados e desamparados num momento em que ele ou ela mais necessita da garantia de uma família amorosa.

Alguns meio termos devem ser encontrados, se uma família pretende tomar a decisão correta. O passo mais importante, embora talvez seja o mais difícil, é que todos sejam abertos e francos. Os filhos devem ter o cuidado de permitir com que os pais façam as coisas sozinhos tanto quanto possível, se eles querem cuidar de seus pais idosos da maneira certa.

Você não pode acabar com as técnicas de sobrevivência deles e esperar sobrevivência. Se sua mãe está idosa e ainda gosta de esfregar o chão da cozinha, ninguém deveria impedi-la só porque ela está velha. Os pequenos rituais de vida são os que mantêm as pessoas prosseguindo. A superproteção é tão ruim quanto a negligência. Na verdade, pode ser outra forma de negligência, porque nega a individualidade e os desejos deles.

Ao ajudar um dos pais a tomar decisões, os filhos devem certificar-se de que não confundam o que é melhor para si mesmo com o que é melhor para seus pais. A menos que filhos sejam honestos consigo mesmos eles vão acabar tentando impor uma escolha que pode não ser a melhor para os seus pais, e estes serão coagidos a aceitar porque receiam desagradar seus filhos.

Se a família decide que um pai idoso deve se mudar para a casa de um dos filhos, então a questão da sua autonomia tem que ser equilibrada com a dos outros membros da família. Aqui, a coisa mais importante, mais uma vez, é a abertura. As regras básicas devem ser estabelecidas com antecedência. As pessoas devem discutir quem faz o quê e em quais circunstâncias.

O que quer que seja decidido quando se trata de onde o pai deve viver, todos devem estar cientes dos problemas e das dores que são inevitáveis nesta mudança.

Ao cuidar de pais idosos, você precisa saber que toda a identidade deles como ser humano é o lugar onde eles viviam. E, muitas vezes, dizem os especialistas, os idosos não sobrevivem por muito tempo após se mudarem de suas casas. Sair de casa é como perder um membro da família pela morte e muitos idosos nunca se recuperam.