Como Fazer uma Música

Como Fazer uma Música

Fazer uma música exige um certo conhecimento básico sobre essa arte: melodia e harmonia. A tarefa de criar uma música é tida como o ato de combina diferentes sonoridades de modo que as notas (melodia), soem harmonicamente. Entretanto, músicos consagrados são reconhecidos mundialmente por sua capacidade criativa ao mesmo tempo em que são desprovidos de conhecimentos teórico e técnico. Estamos falando dos músicos autodidatas, que aprenderam a tocar sozinhos, de ouvidos ou sem desenvolverem técnicas acadêmicas ou de escolas de músicas. Podemos citar o caso dos guitarristas Eric Clapton e Jimi Hendrix, por exemplo. Ou seja, a intuição e a sensibilidade são elementos fundamentais no processo de criação de música.

  1. Busque inspiração – não há uma metodologia para a criação musical propriamente dita. Embora saibamos que em faculdades de músicas haja cadeiras de “composição” ou “criação musical”, não existe uma fórmula padrão. O ato de criação nasce de uma inspiração, que por sua vez pode vir de qualquer objeto do nosso cotidiano. Uma dica que você deverá levar em consideração no ato de criação, é prestar a atenção em elementos do seu dia-a-dia que capazes de despertarem em você a sensibilidade criativa, como a alegria, a tristeza, o amor, a paz, a revolta e etc. Busque aprimorar seu senso criativo a partir do que despertem sentimentos musicais.
  2. Análise música de outros artistas – uma ótima maneira de entender o processo criativo da composição musical é estudar obras de outros artistas. Você pode analisar a maneira como cada músico constrói sua criação: os caminhos harmônicos, as linhas melódicas, os instrumentos utilizados, os timbres abordados. Com o tempo você vai perceber que um determinado estilo musical te agrada mais do que outro, incorporando elementos de um ou mais gêneros que mais você se identifica.
  3. Crie esboços e os registre – a inspiração musical pode surgir nos mais inusitados momentos e locais, e nem sempre estamos com o instrumento e uma pauta de partitura ou caderno na mão. Uma diva a seguir é andar sempre com um bloquinho de papel na bolsa ou na mochila. É uma ferramenta prática que auxilia bastante na hora da inspiração. Hoje em dia há inúmeras ferramentas de captação móvel para áudio, caso não possua um gravador portátil, utilize o gravador do seu celular, por exemplo.
  4. Exercite sua criação – vá criando por parte a música. se for uma canção, você provavelmente deverá seguir a forma mais comum desse gênero: a divisão musical em partes. Siga esse exemplo de formular: parte a + parte b + refrão + parte a + parte b. Essa é uma das fórmulas mais comum de composição musical nos padrões musicais de canção hoje em dia. Mas que também não deve ser encarada como sendo a única. Nada impede que você crie e reformule as partes de acordo com seu gosto. O que vale é a criatividade.
  5. Crie arranjos – feito a parte bruta da música, é preciso lapida-la. Escute música com estilo parecido a sua idéia musical. Você deverá pensar nos arranjos musicais: os detalhes que completam e completam a idéia geral e final da música. é preciso saber o que a música necessita: naipe de metais (trompetes, trombones, trompas), cordas (violão, guitarra, baixo), percussão (agogô, zabumba, triângulo) entre outros. Se você já possuir noção musical, leia livros sobre arranjo e composição musical.
  6. Grave a música – Você deverá registrar a música, escreva a partitura da música e busque um centro de referência para registra-la, no Rio de Janeiro, por exemplo, você pode registrar sua canção na Fundação Biblioteca Nacional ou na Faculdade de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Caso você não domine a pratica de leitura e escrita de partituras, procures escolas ou faculdade de músicas, onde geralmente há profissionais que prestam especificamente esse serviço (escrita e registro de música em partitura).